FACULDADE DE EDUCAÇÃO
DISCIPLINA: METODOLOGIAS DO ENSINO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA
DOCENTE: LUÍSA TEIXEIRA ANDRADE PINHO
DISCENTE: DALILA LOPES DOS SANTOS
Escolhi
a rua da minha casa como uma paisagem a qual criei grande valor afetivo durante
a minha infância. A realização dessa atividade me trouxe resquícios do meu
tempo de criança a qual lembro com grande nostalgia.
Naquele
tempo era uma avenida larga sem calçamento o que permitia que a gente brincasse
a vontade, aqui na proximidade tinha muitas crianças e a gente sempre se reunia
para brincar das mais diversas brincadeiras de rua. Hoje a rua é asfaltada e
possui um grande canteiro central.
Gosto
muito da rua que moro, mas mesmo sendo asfalta ainda sinto que precisa de mais
mudanças como fazer arborização nesse canteiro, para que possa ficar um local
mais agradável. Pois muitas pessoas sem consciência jogam muito lixo no
canteiro, o que provoca uma poluição visual.
Ao
longo do tempo essa rua também ganhou uma construção de grande valor para os
moradores do bairro, que foi a construção do PSF (Programa Saúde da Família)
que tem como objetivo levar a saúde para mais perto da família. Esse PSF
recebeu o nome Milton Júnior (in memória) em homenagem a um morador bem
religioso do bairro.
No
que diz respeito à relação homem natureza, uma interferência foi à realização
do asfalto, que faz parte do progresso, mas que trás alguns prejuízos para a
natureza, pois reduz a infiltração das águas no solo.
Fazer
esse relato dessa paisagem é algo que vai além de uma imagem, de um pedaço,
pois nesse lugar construir uma história que levarei por toda a minha vida.
Nesse local está meu sentimento de pertencimento, construção de uma bagagem de
história que colaborou para formação da minha identidade.
Relacionando
a paisagem com a disciplina de Geografia, Callai (2005) afirma que:
Do ponto
de vista da geografia, esta é a perspectiva para se estudar o espaço: olhando
em volta, percebendo o que existe, sabendo analisar as paisagens como o momento
instantâneo de uma história que vai acontecendo. Essa é a leitura do mundo da
vida, mas que não se esgota metodologicamente nas características de uma
geografia viva e atual, assentada em categorias de análise que supõem a
história em si, o movimento dos grupos sociais e a sua interligação por meio da
ação ou até de interesses envolvidos (CALLAI, 2005).

