domingo, 30 de abril de 2017

Resquícios da infância: uma paisagem afetiva

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
DISCIPLINA:  METODOLOGIAS DO ENSINO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA
DOCENTE: LUÍSA TEIXEIRA ANDRADE PINHO
DISCENTE: DALILA LOPES DOS SANTOS





Escolhi a rua da minha casa como uma paisagem a qual criei grande valor afetivo durante a minha infância. A realização dessa atividade me trouxe resquícios do meu tempo de criança a qual lembro com grande nostalgia.
Naquele tempo era uma avenida larga sem calçamento o que permitia que a gente brincasse a vontade, aqui na proximidade tinha muitas crianças e a gente sempre se reunia para brincar das mais diversas brincadeiras de rua. Hoje a rua é asfaltada e possui um grande canteiro central.
Gosto muito da rua que moro, mas mesmo sendo asfalta ainda sinto que precisa de mais mudanças como fazer arborização nesse canteiro, para que possa ficar um local mais agradável. Pois muitas pessoas sem consciência jogam muito lixo no canteiro, o que provoca uma poluição visual.
Ao longo do tempo essa rua também ganhou uma construção de grande valor para os moradores do bairro, que foi a construção do PSF (Programa Saúde da Família) que tem como objetivo levar a saúde para mais perto da família. Esse PSF recebeu o nome Milton Júnior (in memória) em homenagem a um morador bem religioso do bairro.
No que diz respeito à relação homem natureza, uma interferência foi à realização do asfalto, que faz parte do progresso, mas que trás alguns prejuízos para a natureza, pois reduz a infiltração das águas no solo.
Fazer esse relato dessa paisagem é algo que vai além de uma imagem, de um pedaço, pois nesse lugar construir uma história que levarei por toda a minha vida. Nesse local está meu sentimento de pertencimento, construção de uma bagagem de história que colaborou para formação da minha identidade.
Relacionando a paisagem com a disciplina de Geografia, Callai (2005) afirma que:
Do ponto de vista da geografia, esta é a perspectiva para se estudar o espaço: olhando em volta, percebendo o que existe, sabendo analisar as paisagens como o momento instantâneo de uma história que vai acontecendo. Essa é a leitura do mundo da vida, mas que não se esgota metodologicamente nas características de uma geografia viva e atual, assentada em categorias de análise que supõem a história em si, o movimento dos grupos sociais e a sua interligação por meio da ação ou até de interesses envolvidos (CALLAI, 2005).

 
Canteiro Central da Avenida JK
Avenida JK